| Informativo
do Grupo Pierre Martin de Espeleologia Novembro/Dezembro - 1990 nº 3 |
| EDITORIAL |
| O final de um ano é momento para
análise e revisões. O começo de outro é época para resoluções. Por isso, este número tem como marca registrada, a diversidade ao se fazer espeleologia. Nossas divertidas viagens, a teoria e a prática, a poesia e a ciência, tudo isto é espeleologia! O GPME fez isso tudo, marcando com produtividade o ano de 1990. Cresce o grupo, ampliam-se nossos conhecimentos e o bom senso fixa como fundamental que o que importa é fazer espeleologia! entrando no quarto ano de existência, só queremos uma maior atuação e novos encontros. Como resolução, vamos trabalhar e aprender mais sobre cavernas. |
| CONCEITUAÇÕES GERAIS SOBRE CARSTE E PSEUDOCARSTE |
| por Maurício de Alcântara
Marinho O termo carste ou
carst deriva do vocábulo "kras", que significa "campo de pedras
calcárias", designando a região noroeste da Iugoslávia e nordeste da Itália, que
se localiza na península de Istria, ao norte do mar Adriático. O carste, antes restrito
a regiões calcárias com características semelhantes ao modelo anteriormente
apresentado, se extende atualmentea outras rochas solúveis (em condições específicas)
como dolomitos, evaporitos, quartzitos, etc. A corrosão provocada pelas águas
superficiais (meteóricas) e subterrêneas (vadosas e freáticas), representa o processo
morfogenético mais importante na definição de carste. Bibliografia consultada: |
| GPME EM CAMPESTRE - MG |
| por Marcos
A. M. Xavier Distantes da empoeirada paulicéia e bem mais do PETAR, nosso grupo
verdadeiramente embriagado pela enlouquecedora idéia de se aventurar por novos rumos,
decide botar o pé na estrada em direção au sul de Minas Gerais, mais exatamente a
Campestre, descrita como sendo um lugarejo formado por 15 ruas e provavelmente com um
certo grau de isolamento do mundo urbano, um paraíso isolado, talvez. |
| CAVERNA ENCANTADA |
por Acácio José de Oliveira *, 1990 Que linda caverna que eu contemplei |
| EMOÇÃO DE CHEGAR |
por Acácio José de Oliveira *, 1990 Na caverna tem peixe, eu quero confessá * Acácio José de Oliveira trabalha como vigia no PETAR, e, como contou-nos Cláudio Mandolini (ex-administrador do parque), há vários anos vem escrevendo poesias musicalizáveis, abrangendo entre outros temas a defesa à Natureza e o trabalho no PETAR. |
| UM PONTO GEOGRÁFICO ? |
| por Marcos A. M. Xavier Atualmente, muito se fala em ecologia,
natureza, matas e cavernas, as quais nos fazem cometer verdadeiras loucuras. Mas o que nos
leva, caros amigos, a muitas vezes comprometermos todos os nossos preceitos e anceios,
para nos aventurarmos a conhecer e conviver com um mundo tão alheio ao nosso? |
| EXPEDIÇÃO ESPÉLEO PIRÂMIDE |
| É isso aí. Segundo informações
da colega Ana Vitória do CEVIP - Centro de estudos Vitalícios Paracelso - existiam
algumas cavernas inexploradas em seu sítio, que funciona também como base de estudos
avançados e pesquisas do CEVIP, no município de Mairiporã. Já possuíamos anteriormente a informação de um sumidouro que ressurgia centenas de metros a frente, porém o informante não soube definir o local e pelas descrições da colega, não havia dúvida: Tratava-se de Calcário. Tomados pela euforia, por uma crise de abstinência de guano e pela febre de calcário, partimos para uma expedição da 5º dimensão. Nossa viagem cósmica de São Paulo a Mairiporã que normalmente levaria uma hora, conseguiu atingir quase 3 horas, por motivos de força maior. O colega Paulo não estava acostumado com sua nave VW 1600 e a mesma, por estar com seus propulsores carecas, a ponto de se ver a lona, necessitava constantemente de borracheiros paranormais. Após uma operação tartaruga, atingimos nossa base geodésica em um dos pontos mais altos do município que funciona como uma zona azul para ovnis, e logo nosso sexto sentido aguçado concluiu: Aqui não tem calcário. Mas ávidos por uma exploração na 5º dimensão, prosseguimos. Nossa guia espiritual levou-nos até a área de ocorrência das cavernas e infelizmente tivemos a certeza de que não se tratava de calcário, mas sim de quartzito. As cavernas eram somente blocos amontoados com pequenos vãos entre eles. Mas como a teimosia não faltava a nenhum elemento do grupo, fuçamos toda a montanha e saímos vitoriosos (em termos) com a descoberta do "Abrigo Esotérico" com nada mais nada menos que 2,5! (se você pensou em quilômetros, engano seu, são metros mesmo). Enfim, às 13h já havíamos encerrado as prospecções e partimos para a mordomia: comida pronta, rede de dormir e muito sol. Certos de que voltaremos ao sítio, em outras expedições "à la Skol"! Apesar dos insucessos desta primeira investida em Mairiporã, continuaremos à procura do calcário e do tal sumidouro no promissor município. por Ericson Cernawsky Igual, julho de 1989 |